HABILIDADES GERENCIAIS SEGUNDO ROBERT KATZ


INTRODUÇÃO:

A prática gerencial vem se tornando bem mais complicada do que apenas ostentar um CRACHÁ com uma cor diferente dos demais funcionários. As situações são, na maior parte do tempo, difíceis e as organizações buscam por profissionais com resiliência, competência, ousadia, criatividade e aptidão para resolver problemas.


Textos de especialistas sobre RECRUTAMENTO E SELEÇÃO confirmam os cuidados das empresas na composição do seu material humano, uma preocupação justificada para atrair os TALENTOS que serão o seu grande diferencial. Os processos seletivos procuram candidatos com HABILIDADES consideradas essenciais para assegurar alta performance e bons resultados.


HABILIDADES GERENCIAIS:

É certo que o bom desempenho de um GESTOR está diretamente relacionado às suas HABILIDADES. Mas, apesar de tudo, fica a dúvida: Qual delas é a mais importante?

O ideal seria encontrar um ser humano com todas as HABILIDADES ao mesmo tempo e na mesma proporção (um PRÍNCIPE ENCANTADO). Por mais que um profissional tente esta proeza sempre haverá lacunas: um candidato pode ter excelente habilidade interpessoal e deixa a desejar no aspecto técnico e vice-versa.


A literatura a respeito deste tema é rica e até chega a ser repetitiva. Nos últimos anos as HABILIDADES têm sido estudadas por diversos autores criando várias definições e ideias diferentes. ROBERT KATZ desenvolveu uma das primeiras pesquisas que até o presente momento é tida como uma referência.

ROBERT KATZ:

Foi um psicólogo social e organizacional americano ROBERT L. KATZ (1933-2010) que criou um conceito em que retrata uma estrutura de habilidades que são necessárias e que esta estrutura muda em função do nível gerencial:

Habilidades Técnicas.

Habilidades Humanas.

Habilidades Conceituais.


Em seu artigo “HABILIDADES DE UM ADMINISTRADOR EFETIVO” publicado em 1974 na HARVARD BUSINESS REVIEW, KATZ considerou a relação existente entre HABILIDADES GERENCIAIS (competências) e os níveis de hierarquia de gestão.


A sua pesquisa classificou em três grupos principais as habilidades necessárias a um GESTOR. De acordo com KATZ, o profissional que atua em funções gerenciais deve desenvolver a HABILIDADE CONCEITUAL, caracterizada como a capacidade para entender e visualizar uma organização como sendo um SISTEMA e também as INTER-RELAÇÕES existentes entre todas as suas partes. São as habilidades relacionadas com a capacidade de enxergar empresa como um TODO.

Outro aspecto foi sobre a habilidade relacionada ao tratamento com as pessoas: a HABILIDADE HUMANA. É a capacidade do profissional trabalhar de maneira eficaz com as pessoas e entre as demais pessoas (entender e lidar com elas). Envolve habilidade de comunicação, liderança, motivação e trabalho em equipe.


A HABILIDADE TÉCNICA, que se refere ao campo de especialidade. É o conhecimento especializado ao dominar métodos técnicos e equipamentos para o desempenho de tarefas específicas. Inclui a capacidade analítica e a capacidade de resolução dos problemas de determinada área.


ROBERT KATZ relacionou as HABILIDADES com os Níveis de Gestão (ou Níveis de Decisão) numa visão aceita por muitos teóricos: Nível estratégico ou Institucional (alta direção), Nível intermediário (média gestão) e o Nível Operacional (baixa gestão).

COMPETÊNCIAS CONCEITUAIS – competências com uma importância substancial, particularmente para a DIRETORIA e ALTA GERÊNCIA. Envolve a compreensão e a capacidade de lidar com o TODO usando criatividade, planejamento, abstração e planejamento. Lida na resolução de problemas em diversas questões complexas e dinâmicas.


HABILIDADES HUMANAS – competências necessárias em níveis de MÉDIA GESTÃO. Considera as pessoas em suas necessidades, interesses, comportamentos e atitudes. O GESTOR deve ter a competência para entender e saber lidar com o elemento humano (liderar, comunicar e motivar).


HABILIDADES TÉCNICAS – competências importantes, na Baixa Gestão e na SUPERVISÃO. É construída pela educação formal ou através da experiência do dia-a-dia que permite desempenhar tarefas seguindo um método, processo ou dentro de uma determinada especialidade.


DESENVOLVENDO HABILIDADES:

Independentemente dos pontos de vista de ROBERT KATZ ou de outros autores sobre HABILIDADES GERENCIAIS o profissional em busca de evolução pode ter a iniciativa para aumentar as chances de ter melhores resultados como administrador.

1 – PONTOS FRACOS: identificar quais pontos necessitam de melhorias no que se refere às competências. É criar alternativas ao corrigir as falhas usando várias questões de autoconhecimento e verificar onde é necessário melhorar.


2 – PONTOS FORTES: identificar habilidades já adquiridas e conhecimentos para manter ou aprimorar ainda mais as expertises.


3 – EDUCAÇÃO CONTINUADA: investir em cursos, idiomas, treinamentos, capacitações, leituras e estudos. O objetivo é estar atualizado, ter novos conhecimentos, novas competências e habilidades. O estudo dá abertura para a atividade profissional ao renovar a capacidade de organização e gerenciamento do tempo. Um processo de formação constante se reflete no crescimento pessoal.


4 – RELACIONAMENTO INTERPESSOAL: é preciso filtrar os relacionamentos e ter uma NETWORKING bem construída para aprender ou rever formas de interação.


5 – COMUNICAÇÃO: desenvolver a comunicação oral, escrita e corporal para a troca de de experiências e conhecimentos. Inclui um vocabulário mais refinado, tom de voz adequado, assertividade e assuntos mais inteligentes.


SUGESTÃO DE LEITURA:

MORIM, ANTONIO C, GEHRINGER, M e outros. Laboratório De Habilidades Gerenciais. Barueri/SP: Nobel, 1998.


CHIAVENATO, I. Gestão de Pessoas: e o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.


TARAPANOFF, K. Inteligência organizacional e competitiva. Brasília: Editora da UNB, 2001.

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