GESTOR ESPECIALISTA OU GESTOR GENERALISTA?

Atualizado: 17 de Set de 2019


INTRODUÇÃO:

O tema gera controvérsias e se transformou num assunto atual. Muitos estudantes e profissionais em busca de novas oportunidades se questionam sem encontrar resposta definitiva que dê rumo às suas carreiras:


Ser ESPECIALISTA numa área específica, com grande capacitação num só assunto, ou se tornar um GENERALISTA visto como um profissional conhecedor de diversas áreas? Salvo alguma mudança repentina, a atual tendência na Administração é a preferência por GENERALISTAS. Embora esta propensão se apresente favorável aos MULTIFUNCIONAIS, ninguém em sã consciência descartaria a figura de um ESPECIALISTA.


O IMPASSE:

No fim do Século XX as organizações perceberam que a divisão entre as profissões foi se tornando tênue e que o ESPECIALISTA começou a perder espaço por não contar com o conhecimento suficiente para compreender outras áreas.

Apesar de considerar a importância do preparo técnico e da formação acadêmica, de fato, na época muitos profissionais foram se tornando limitados e permaneceram dentro do seu azulejo (quadrado!).


Mas, o que torna o quadro ainda mais amplo e complicado é que, se por um lado os profissionais e estudantes convivem com a incerteza, muitas empresas também não apresentam uma posição absoluta. Elas também não definem o que preferem e em muitos casos há certa incoerência: buscam por GENERALISTAS e na contratação a escolha recai sobre ESPECIALISTAS e vice-versa.


Em outras organizações, tradicionalmente, os responsáveis pelo recrutamento optam pelos candidatos com perfil ESPECIALISTA para os níveis gerenciais. Outras, em razão do seu mercado de atuação ou pela sua CULTURA ORGANIZACIONAL contratam candidatos de perfil GENERALISTA.


AS MUDANÇAS:

O conhecimento evolui constantemente. Hoje, estudiosos da Administração afirmam que a cada dois anos ele dobra de volume com novas técnicas administrativas sobre logística, relações com o mercado, Internet, bens e serviços, informática, processos de fabricação, etc. Isto transformou o mercado em algo bem mais complexo e repleto de alternativas.


E agora? Como absorver este grande volume de informações e se tornar um bom GENERALISTA? É melhor se ESPECIALIZAR numa só área? Qual a fórmula mágica para chegar a este nível?


CONCEITUAÇÕES:

O GENERALISTA:

Em primeiro lugar é necessário compreender o que é ser GENERALISTA. O conceito gera dúvidas? Não fica muito vago? Não é muito subjetivo?


A ideia mais usual afirma que o GENERALISTA enxerga o mundo de forma diferente, sem intolerâncias e com grande senso crítico. Sua habilidade técnica diversificada permite que ele tenha VISÃO HOLÍSTICA (para pensar no TODO) e que conheça bem a empresa para superar situações usando o raciocínio lógico ligando pessoas, materiais e recursos.


A vantagem está na percepção de obstáculos em inúmeras áreas, o que encurta o tempo na solução, integra funções e resolve variados problemas. Há situações que não são resolvidas apenas com base numa determinada área de conhecimento e a melhor alternativa seria associar diversas informações.


No caso específico do GENERALISTA, apesar do conhecimento superficial em outros assuntos, ele pode ser hábil na troca de ideias com os demais profissionais estendendo sua rede de trabalho e de relacionamentos.


Além destas características, a expectativa é que o GENERALISTA seja criativo, flexível, bom negociador e comunicativo (porém, sabendo ouvir mais do que falar). Também é preciso ter talento e capacidade de interagir com as demais áreas sem se prender a uma só especialidade. Pelo senso comum, é isso é o que o mercado exige. Estas características dariam, em tese, uma maior vantagem para encontrar oportunidades de trabalho.

Numa linguagem mais vulgar, para muitos o GENERALISTA é o “PAU PARA TODA A OBRA”, definição muito usada nas décadas de 50 e 60. Portanto, anacrônica e que, além de tudo, carrega um juízo de improviso e amadorismo.


Como nada é 100% perfeito, deve-se levar em conta que parte dos selecionadores também vê um GENERALISTA como a pessoa que não soube direcionar a carreira. Que experimentou estudar de tudo, sem profundidade ou se acomodou em aspectos comportamentais e em relacionamentos muito bem construídos.


Entretanto, é muito difícil conhecer detalhadamente tudo o que se passa na empresa e dar respostas corretas para tudo o que acontece. Em consequência, todas as organizações são separadas em departamentos, áreas e funções que exigem a presença de um ESPECIALISTA no assunto.


O ESPECIALISTA:

Com tantas qualidades descritas sobre o GENERALISTA pode parecer, numa primeira análise, que hoje em dia os ESPECIALISTAS estariam fadados à extinção e expostos num museu lado a lado com os dinossauros.

Em vista disso, não é pecado ser ESPECIALISTA. Quando surgem problemas, os GENERALISTAS participam opinando e expondo diversas alternativas de acordo com os seus pontos de vista. Mas, a partir do momento em que o contexto se torna mais complexo, numa situação peculiar, ninguém melhor do que o EXPERT. Ele é a referência respeitada no ambiente de trabalho, que mostra todo o seu talento na resolução do problema.


Então, dependendo do caso, ser um ESPECIALISTA se torna uma gigantesca vantagem.

Conforme a opinião de alguns profissionais de recrutamento, a raiz do problema pode estar na formação profissional. É comum estudantes terem frequentado uma instituição de ensino voltada apenas para uma determinada área. O resultado é que os cursos acabam por gerar profissionais muito parecidos, similares e com o mesmo conjunto de conhecimentos.


O EQUILÍBRIO:

Apesar de todas as discussões, perguntas, questionamentos e dúvidas, os dois perfis são solicitados pelo mercado de trabalho. Um perfil não é melhor que o outro e o que dará melhor resultado, ou melhores chances de sucesso, é A QUALIDADE DO PRÓPRIO INDIVÍDUO. A melhor alternativa é encontrar o EQUILÍBRIO:


Para um ESPECIALISTA, a melhor saída é ampliar ao máximo o CONHECIMENTO em sua área e também procurar assuntos correlatos e diversificados com estudos e atualizações. Para um GENERALISTA, a melhor alternativa é sondar e selecionar uma área diferente na qual ele tenha algum tipo de inclinação e procurar aprofundar CONHECIMENTOS. É a forma mais indicada para profissionais se tornarem ainda mais competitivos e com maior capacitação.


Há outros dois aspectos importantes a serem considerados para os dois perfis:

● É fundamental ter LIDERANÇA para a interação com outras PESSOAS.

● Ter conhecimento geral sobre outros assuntos fora do ambiente de trabalho. Isto possibilita um melhor nível INTELECTUAL e CULTURAL na construção do CONTEÚDO pessoal. Infelizmente, de maneira geral, esta é uma área que está muito pobre...

O SUPERFICIALISTA:

É a pior alternativa de perfil que um profissional pode assumir. É o indivíduo desinformado que não tem profundidade em qualquer área de CONHECIMENTO e normalmente é preterido em processos seletivos para níveis gerenciais. Na maioria dos casos ele é raso de CONTEÚDO e pobre de nível INTELECTUAL e CULTURAL.


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