AS FUNÇÕES DA INTELIGÊNCIA COMPETITIVA



INTRODUÇÃO:

O assunto pode parecer exaustivo. Mas, a experiência mostra que boa parte das organizações tem dificuldade em criar INTELIGÊNCIA ORGANIZACIONAL para transformá-la em INTELIGÊNCIA COMPETITIVA. Atuando desta forma seus resultados em geral não refletem seu verdadeiro potencial. Por desconhecer o processo e por comodismo, muitas organizações andam às cegas ou preferem copiar concorrentes. É... é preciso lembrar que copiar é perigoso: a mesma receita pode não dar o mesmo resultado em outra empresa.

AS SITUAÇÕES:

O desconhecimento causa contextos que, em geral, acabam sendo muito desfavoráveis. Há diversos tipos de situações:

1 – Empresas que possuem DADOS e não sabem convertê-los em INFORMAÇÃO e muito menos compor alguma forma de CONHECIMENTO.

2 – Empresas que formaram o CONHECIMENTO e não sabem transformar este material em DIFERENCIAL ESTRATÉGICO e em VANTAGEM ESTRATÉGICA.

3 – Empresas que coletam DADOS inconsistentes que geram INFORMAÇÕES inconsistentes que resultam CONHECIMENTO de pouca validade.

4 – Empresas que possuem muitos DADOS que não geram INFORMAÇÃO e que não resultam em CONHECIMENTO. E assim por diante...

5 – Empresas que possuem DADOS, INFORMAÇÃO e CONHECIMENTO, mas, o CAPITAL HUMANO deixa a desejar. E assim por diante...


Em qualquer ramo de atividade a falta (ou a pobreza) de INTELIGÊNCIA COMPETITIVA deixa a empresa sem fundamentação estratégica, ou seja, sem o caminho seguro para seguir. O desconhecimento ou mesmo uma interpretação incorreta conduzem a decisões erradas que podem não ter mais volta. Para não comprometer a continuidade da organização, a coleta e a análise de DADOS e INFORMAÇÕES é uma atividade significativa para o planejamento estratégico.


O uso da INTELIGÊNCIA COMPETITIVA no PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO é básico para atuar com DIFERENCIAIS para criar VANTAGEM COMPETITIVA. Este é o conceito moderno para se pensar em criar ESTRATÉGIA EMPRESARIAL.


A INTELIGÊNCIA COMPETITIVA faz com que as empresas trabalhem de forma PROATIVA para estar sempre um passo à frente.

AS FUNÇÕES DA INTELIGÊNCIA COMPETITIVA:


A – Gerenciar INFORMAÇÕES: muitas INFORMAÇÕES sem uma aparente conexão entre si devem analisadas, filtradas e validadas. O gerenciamento correto estabelece relações e avalia o impacto das INFORMAÇÕES para a organização. Nesta etapa se identifica os fatores, elementos e tendências.


B – Ter CARÁTER OFENSIVO: é a atitude da empresa em sair a campo coletando DADOS e INFORMAÇÕES de forma ética e legal sobre seus concorrentes ou sobre o seu mercado. Tendo caráter ofensivo, a INTELIGÊNCIA COMPETITIVA é ativa ao dar resposta ao que foi pesquisado.

Cuidado:

Em muitas oportunidades a coleta de DADOS e INFORMAÇÕES não é feita de maneira ética. A origem pode estar na CULTURA ORGANIZACIONAL da empresa, no modo de ser e de agir dos GESTORES, pela pressão por resultados rápidos e pelo hábito de não se questionar como as INFORMAÇÕES foram obtidas.


C – Monitorar o AMBIENTE EXTERNO: é o melhor caminho para antecipar situações futuras e colocar a empresa à frente dos concorrentes. Esta tarefa intermitente é responsabilidade de todos os níveis para saber para onde olhar, o que pesquisar e o que fazer com os DADOS obtidos.


Assim, é possível prever com maior exatidão as influências sobre a empresa sem se basear apenas em resultados passados. Neste processo os GESTORES avaliam AMEAÇAS e OPORTUNIDADES definindo ações ofensivas ou defensivas. Também pode ser uma grande oportunidade para verificar falhas internas.


Grande parte dos GESTORES trabalha com muitos DADOS em estado bruto, com poucas INFORMAÇÕES e quase sem nenhuma INTELIGÊNCIA. Um dos papéis do GESTOR moderno é ser o COLETOR ao pesquisar e armazenar DADOS e INFORMAÇÕES (internas e externas). Entretanto, por uma questão de hábito a maioria deles apenas reúne as INFORMAÇÕES, mas, só alguns as analisam.


D – Apoiar o processo ESTRATÉGICO: é transformar a INTELIGÊNCIA CORPORATIVA em um instrumento que propicie competitividade em ambientes de forte competição nos negócios. Uma INTELIGÊNCIA COMPETITIVA de qualidade dá maiores condições para minimizar erros e maximizar resultados.


Para que a IC funcione de verdade, a Diretoria e a Alta Gerência deverão praticar as Habilidades Gerenciais, o poder de Observação, o Raciocínio Lógico, Revolucionar e ter ousadia para quebrar Paradigmas.

Uma empresa que se limitar apenas a copiar o que as outras fazem não pode afirmar que utiliza INTELIGÊNCIA COMPETITIVA. Esta atitude não é considerada como um grande exemplo de ESTRATÉGIA EMPRESARIAL.


Agindo desta maneira, maquiando alguns pontos para aparentar ser uma organização inovadora, uma empresa poderá, no máximo, agir raciocinando apenas em direção a um melhor resultado operacional.

E – Disseminar INFORMAÇÕES: disponibiliza o resultado de todo o processo permitindo que os GESTORES tomem as decisões estratégicas, táticas ou operacionais. Esta função da INTELIGÊNCIA COMPETITIVA exige bom senso e deve seguir alguns critérios. É correto compartilhar INFORMAÇÕES de acordo com o interesse e de acordo com os níveis hierárquicos.

F – Avaliar o PROCESSO: compara o que foi previsto no planejamento e o que foi realizado dentro de cada fase do CICLO DA IC. A finalidade é verificar a riqueza e a qualidade dos DADOS obtidos e os devidos cuidados ao transformá-los em INFORMAÇÕES. Outra providência importante na avaliação do processo é analisar e verificar a confiabilidade e relevância da INFORMAÇÃO:


Informação é confiável: quando provém de uma fonte idônea. Desta forma a INFORMAÇÃO pode ser utilizada como base para se tomar decisões.


Informação relevante: quando é necessária e útil para alcançar os objetivos e metas pretendidos.


Cuidado:

Nenhuma INFORMAÇÃO deve ser descartada. O que no momento não é relevante futuramente poderá ter serventia.


Sugestão de Leitura:

VALENTIM, M.L.P. Inteligência Competitiva em Organizações: dado, informação e conhecimento. Data Grama Zero - Revista de Ciência da Informação - v. 3, n. 4, ago. 2002.


TARAPANOFF, Kira (Org.). Inteligência organizacional e competitiva. Brasília: Ed. da UnB, 2001. TYSON, K.W.M (1998).


HERRING, J. P. Tópicos fundamentais de inteligência: processo para identificação e definição de necessidades de inteligência. In: PRESCOTT, John E.; MILLER, Stephen H. Inteligência Competitiva na Prática. Editora Campus, São Paulo,

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